Brasil 1970, Holanda 1974, França 1998, Espanha 2010: as equipes que chegaram e deixaram o futebol para sempre diferente.
Algumas seleções transcenderam o resultado. Mesmo sem ganhar — como a Holanda de 1974 — tornaram-se lendas absolutas do futebol. Outras ganharam e mudaram para sempre como o jogo seria jogado. Este é o retrato jornalístico das equipes que a Copa do Mundo nunca esquecerá.
Pelé. Rivelino. Tostão. Gérson. Jairzinho. Carlos Alberto. Esses nomes, juntos, formaram a equipe mais encantadora da história do futebol. No México de 1970, o Brasil não apenas venceu — redefiniu o que uma seleção de futebol pode ser.
A seleção de 1970 marcou em todos os seis jogos disputados, nunca esteve em desvantagem no placar e venceu a final contra a Itália por 4x1 com um futebol que parecia impossível. O gol de Carlos Alberto na final — resultado de uma jogada coletiva que envolveu quase todo o time — é frequentemente eleito o mais belo da Copa do Mundo.
O que torna essa seleção única não é apenas o resultado: é a forma. Uma equipe que combinava técnica individual de nível sobrenatural com uma coesão coletiva que os adversários simplesmente não sabiam como parar.
A Holanda de Johan Cruyff introduziu o "Futebol Total" ao mundo. Um sistema em que todo jogador podia ocupar qualquer posição — o marcador atacava, o atacante marcava, o goleiro construía. Era uma revolução filosófica tanto quanto tática.
Mesmo perdendo a final para a Alemanha Ocidental por 2x1, a Holanda de 1974 deixou um legado maior do que muitos campeões. Cruyff e seus companheiros mudaram para sempre a forma como o futebol seria pensado e ensinado no mundo inteiro.