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As Finais Inesquecíveis: Crônica dos 90 Minutos que Pararam o Mundo

1970, 1986, 1994, 2022: as finais que definiram gerações, quebraram corações e criaram lendas eternas no futebol mundial.

Uma final de Copa do Mundo é o único jogo no futebol em que o resultado importa mais do que o espetáculo. Dois países, 90 minutos, e o destino de uma nação inteira suspenso no ar até o apito final. A pressão é diferente de qualquer outra partida do esporte humano.

Esta crônica narra as finais mais marcantes da história: os momentos que ninguém esquece, as viradas impossíveis, os chutes perdidos que ficaram para sempre na memória coletiva do futebol.

Argentina x França, 2022: A Melhor Final de Todos os Tempos

Por muito tempo, a final de 1986 (Argentina 3x2 Alemanha) foi considerada a melhor da história. A de 2022 a ultrapassou. Em 120 minutos no Lusail Stadium, no Catar, o futebol condensou tudo o que é capaz de produzir.

A Argentina chegou à decisão como favorita, liderada por Lionel Messi na Copa de seu coroamento. Aos 36 minutos, já vencia 2x0 com gol de pênalti de Messi e golaço de Di María. A Copa parecia decidida. Então a França acordou.

Kylian Mbappé marcou duas vezes em 97 segundos — 2x2 com 10 minutos para o fim do jogo normal. O mundo parou. Na prorrogação, Messi voltou a marcar. Mbappé completou o hat-trick de pênalti. 3x3 após 120 minutos.

Nos pênaltis, o goleiro Emiliano Martínez defendeu dois chutes, e a Argentina sagrou-se tricampeã. Messi, finalmente, ergueu a taça. A crônica esportiva de 2022 se encerrou com a cena mais aguardada do futebol dos últimos 20 anos.

Brasil x Itália: A Final do Gol que Nunca Saiu

Nunca antes ou depois uma final da Copa do Mundo terminou 0x0. Em Pasadena, nos Estados Unidos, Brasil e Itália produziram 90 minutos de futebol travado — dois sistemas defensivos impenetráveis que se anularam mutuamente.

Nos pênaltis, Roberto Baggio avançou para cobrar o quinto pênalti da Itália com o placar empatado em 3x3. Se marcasse, haveria desempate. Ele chutou por cima do travessão — o gol que nunca entrou. O Brasil era tetracampeão.

A imagem de Baggio de cabeça baixa, sozinho no campo de Pasadena, é uma das fotografias mais reproduzidas da história do esporte. Um momento que transcendeu o futebol e entrou para a iconografia do século XX.