Bastidores, polêmicas e expectativas: a cobertura jornalística completa da Copa do Mundo 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México.
A Copa do Mundo 2026 é o resultado de anos de negociações políticas, disputas entre confederações e decisões financeiras que ocorreram longe dos gramados. A decisão de expandir de 32 para 48 seleções gerou polêmica: alguns especialistas aplaudiram a inclusão, outros criticaram a diluição do nível competitivo.
Esta reportagem especial acompanha os bastidores da Copa 2026: como os três países-sede foram escolhidos, o que os críticos dizem sobre o novo formato, quem são os favoritos segundo os especialistas e o que a maior Copa de todos os tempos pode significar para o futebol global.
A candidatura conjunta de EUA, Canadá e México para sediar a Copa 2026 foi apresentada à FIFA em 2017 e aprovada em 2018, derrotando a candidatura do Marrocos por 134 votos a 65. Foi uma vitória expressiva, sustentada pelos argumentos de infraestrutura pronta e mercado publicitário colossal.
A escolha da FIFA foi, em boa parte, financeira. Os três países norte-americanos oferecem uma combinação de estádios prontos (sem necessidade de grandes construções), mercado de patrocinadores, audiência televisiva bilionária e capacidade hoteleira já instalada. A Copa de 2026 deve gerar receita recorde para a FIFA — estimativas falam em 11 bilhões de dólares.
Do ponto de vista jornalístico, a escolha levanta questões: o futebol na América do Norte ainda tem desenvolvimento limitado comparado à Europa e América do Sul. A Copa servirá como catalisador para expandir o esporte na região — assim como a Copa de 1994 transformou o futebol americano décadas atrás.
O principal debate: expandir para 48 seleções inclui equipes de menor nível competitivo. Críticos temem jogos desequilibrados na fase de grupos — assim como ocorreu em 2022 com placares de 6x2 e 7x0.
Com sedes em três países, jogadores e torcedores enfrentarão viagens longas entre cidades. A FIFA garantiu voos fretados para as delegações, mas a logística para torcedores é um desafio sem precedentes.
A Copa 2026 será a mais lucrativa da história. Mas as críticas ao "futebol-negócio" crescem: a decisão pela América do Norte foi financeira, não esportiva, segundo vários jornalistas especializados.
Diferentemente do Catar, as sedes americanas têm climas variados: Dallas pode ter calor intenso em junho-julho, enquanto Vancouver tem temperaturas amenas. Os jogadores não sabem em que clima vão disputar a Copa até o sorteio.
Sem bola de cristal, mas com análise jornalística: as seleções mais citadas nas principais redações esportivas do mundo para disputar o título em 2026.
França: A seleção mais jovem e talentosa da Europa, com Mbappé no auge e uma geração de jogadores que deve estar no pico da maturidade em 2026. A maioria das redações europeias aponta os franceses como favoritos.
Brasil: A renovação da Seleção após o desapontamento de 2022 abre espaço para uma equipe mais dinâmica e ofensiva. Com o hexa como missão, o Brasil terá pressão máxima — mas também talento para corresponder.
Argentina: A atual campeã chega como detentora do título, mas sem Messi em seu auge. A renovação que o país promove no futebol jovem pode surpreender os analistas.